A aia da rainha era uma tecelã
Que tecia nos fios o que ia acontecer
A aia da rainha era uma tecelã
Que tecia nos fios o que ia acontecer
E quando a noite clara
Parecia escurecer
A aia da rainha
Começava a tecer
A aia da rainha
Começava a tecer
A aia da rainha era uma tecelã
Que preparava as ervas pra rainha adormecer
Mostrava ser donzela mas era uma anciã
Que cantava pras plantinhas
Que se punham a crescer
A aia da rainha não sabia só tecer
A aia da rainha também tinha um poder
Encantada era a prata
Que trazia em seu colar
A aia da rainha
Tinha mais do que o tear
Sabia fazer ervas, pós, ungidos e poções
A aia da rainha
Sabia muitas canções
Ah, veio um nobre cavaleiro
Com semblante de solar
Ah, este nobre cavaleiro
Lhe era familiar
E se ajoelhou, certeiro
E pediu para lhe amar
A aia da rainha era uma tecelã
Que lia nas estrelas
O que ia acontecer
A aia da rainha era uma tecelã
Que ouvia o que a floresta
Tinha para lhe dizer
A aia da rainha tinha um nobre dever
Mas foi só o cavaleiro
Resolver lhe aparecer
O cavaleiro veio numa noite de verão
Com uma rosa escarlate
Ofertou sua paixão
E a aia da rainha
Renunciou o seu serão
Pois a aia da rainha
Também tinha um coração
A aia da rainha era uma tecelã
Que fugiu para a colina
Montada num alazão
Pois a aia ainda era
De uma flor pura, o botão
E o belo paladino
Conquistou seu coração
Bem lá no alto da colina
Ela, o homem e sua flor
Bem no alto da colina
Ela e o seu amor
Bem no alto da colina
Foi viver o seu amor
Bem no alto da colina
Ela, o homem, e sua flor
A aia da rainha
Era uma tecelã
Créditos
Violão principal e vozFlora Eça
VioloncelosKayami Satomi
Viola caipiraRodrigo Bis
ArranjoFlora Eça, Kayami Satomi e Rodrigo Bis
